domingo, 8 de abril de 2007

“ São as mais estranhas memórias: as que descem pela parede, como a humidade dos invernos, e se deixam apanhar com os dedos "



LUZ

São as mais estranhas memórias: as
que descem pela parede, como a humidade dos
invernos, e se deixam apanhar com os dedos,
para que as erga à luz da lâmpada. Aí brilham
devagar. Um halo de pirilampo
envolve-as. É como se a noite as transformasse
num cristal secreto: e o teu rosto brotasse
de dentro da sua luz.


Nuno Júdice,
Pedro, Lembrando Inês, 2001
Publicações D. Quixote

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