quarta-feira, 11 de abril de 2007

"Era pedra e sobre essa pedra Ergueu-se o templo do amor atroz"




Até ao fim do mundo


Era pedra e sobre essa pedra
Ergueu-se o templo do amor atroz.
Ele de fogo, ela a cordeira
Toda cordura chamando o algoz.

Songram as tubas: Inês é morta!
Em meigo muito transmuta-a o pranto
Do ermo amante que erra sozinho
No seu deserto de diamante.

Nem ar sangrento buscam seus olhos
Do corpo amado desfeitas pérolas;
E como fera coro os ossos
Da formosura que ao alto o espera

E em desatino da paixão lusa,
Perdida a alma que em Inês tinha,
O fim do mundo ficou esperando
Aos pés da morta, suo rainha.


Natália Correia

1 comentário:

Unknown disse...

oi meu amigo poeta...por alguns motivos tive que me deletar do flickr..mas volto em breve..

Maria
grande abraço...